Aproveitando o post que eu terminei agora sobre apagões, vou postar uma historinha muito fofa aqui de FMA que tem apagão! ^^ Espero que gostem. Nessa história, eu faço, de novo, o papel de irmãzinha deles.
Pequenas ações
Naquela noite, Ed, Al e Amanda tinham alugado um filme de terror. Estava chovendo e trovejando, e parecia ser o dia perfeito para um bom filme de terror. Ele parecia ser realmente assustador, e na hora de assistir, Amanda insistiu para que apagassem todas as luzes, para ficar igual a um cinema. Ela tinha preparado pipocas bem gostosas, e para o bem de todos, não tinha exagerado no sal dessa vez. Tinha também suco na geladeira e ela tinha trazido uns biscoitos para a sala, quando finalmente ligaram a tevê. Ela colocou o filme e ajustou o idioma, e finalmente estava na hora de morrer de susto. O filme começou normal, mas depois foi ficando tenso e mais tenso. Cada momento deixava os três cada vez mais na expectativa. Amanda escondeu o rosto atrás de Edward na hora em que o fantasma apareceu e matou uma das vítimas. Ele também tinha se assustado, mas de uns tempos pra cá, estava até se acostumando a ver mortes, não que isso seja uma coisa boa, é claro... Ele continuou vidrado na tela, quando apareceu uma mulher horrorosa e toda ensanguentada ele tentou disfarçar o enorme susto que levou. Depois daquele susto, Amanda e Ed agora estavam segurando a mão um do outro, e diante dessa situação, Alphonse riu. Al também estava assustado, afinal, apesar de ser uma armadura, ainda tinha alma humana e os mesmos medos de antes, mas não pôde controlar os risos diante da situação de Edward e Amanda. Cada momento foi tenso e eles estavam ficando cada vez mais inquietos. Toda hora alguma coisa chegava de surpresa e assustava eles, que ficavam com o coração quase saindo pela boca. Só que no momento mais tenso do filme, no momento em que Ginger (personagem) finalmente iria descobrir como evitar a maldição da menina morta, no momento em que elas estavam fazendo o ritual, faltou energia na cidade toda. Amanda entrou em pânico. Ela odiava quando esse tipo de coisa acontecia, ainda mais no meio de um filme de terror, sem falar que raios lhe davam muito medo.
- Ed! Cadê você? Cadê você?- Falava a pobre menina cega pela escuridão.
- Calma, eu estou aqui! Segure a minha mão!- Ele disse, e ela, não enxergando nada, apalpou o rosto dele até chegar na sua mão.
- AAAI! O QUE É ISSO??- Disse Amanda, desesperada, ao encostar em alguma coisa dura e gelada.
- Calma, sou só eu.- Disse Al, pondo a mão em seu ombro.
- Ed, Al, estou com medo!- Ela disse, com a voz trêmula. Ed e Al chegaram perto dela, como em um acalanto.
- Não se preocupe, estamos aqui. Vem, vamos procurar umas velas.- Disse Ed, apalpando as gavetas.
Ele procurou em várias gavetas, mas foi muito difícil encontra-las na escuridão. Amanda tinha conseguido encontrar um isqueiro, e pelo menos eles conseguiam ver poucas coisas com aquela pequena fonte de luz. Ao encontrar umas três velas, uma pra cada um, cada um acendeu uma vela e colou-a com cera em um pires. Al estava no quarto do pai deles, quando disse glorioso:
- Achei uma lanterna!-
Eles comemoraram com a notícia, e Al acendeu a lanterna, e agora a escuridão tinha sido iluminada por velas e uma lanterna. Mas mesmo com aquelas pequena luzes, a escuridão ainda prevalecia, e isso deixava Amanda inquieta e com medo. De uma hora pra outra, quando eles estavam no sofá, ela começou a rebolar de um jeito engraçado. Ed e Al olharam pra ela.
- O que foi, criança?- Ed disse, rindo.
- Preciso ir ao banheiro!- Amanda disse, com cara de desespero.
- Então vai, ora!- Al disse.
- Tenho medo... Vocês não sabiam que os fantasmas sempre aparecem em um espelho ou quando estamos tomando banho? Essas duas coisas acontecem no banheiro! Acho que posso aguentar até quando a luz voltar...- Ed e Al se entreolharam.
- Mas você não tem nem ideia de quando a luz vai voltar! E se demorar horas, ou a noite toda? Vai ficar apertada esse tempo todo? Deixa de besteira e vai logo!- Disse Edward, nervoso.
Ela olhou pra ele e virou o rosto. Não queria ouvir mais críticas. Então ele ficou meio mal porque sabia que ela morria de medo de ir ao banheiro à noite desde pequena, e inclusive ele e Al também tinham esse medo, e até hoje ele se sente desconfortável de fazer xixi no escuro. Ele suspirou e se levantou, dando a mão a ela.
- Vem, não precisa ter medo. Eu fico na porta até você terminar, tá bom?- Ela consentiu com a cabeça e foi atrás dele.
Como prometido, ele ficou na porta até ela terminar, e deu a ela uma vela para que não ficasse no escuro completo lá dentro. Quando ela saiu, agradeceu a ele pela compreensão. Ele disse que tudo bem, não era nada.
Depois de trinta minutos que mais pareciam trinta horas, Amanda começou a ficar apavorada. Ela não se sentia a vontade no escuro, quanto mais em trinta minutos sem luz, só com luz de velas. Ela se aconchegou no ombro de Ed. Ed olhou pra ela e sorriu.
- Me Desculpem...- Ela disse com a voz trêmula. Edward e Al se surpreenderam. - Eu sou realmente patética... ficar desse jeito só por causa de um apagãozinho... vocês dois são tão corajosos e não tem medo de nada... eu sou mesmo muito patética.- Ela choramingou. - Esse medo não me deixa raciocinar direito e assim eu fico perdida. Medo do escuro... que idiotice.- Ela disse, enquanto derramava algumas lágrimas. Eles dois se entreolharam com pena. Ed sorriu e disse a ela, enxugando as lágrimas de seus olhos castanhos:
- Ei, não tem nada de errado em sentir medo. É natural. Quem disse que eu e o Al não temos medos também? Promete que guarda um segredo?- Ele piscou pra ela. Ela sorriu.
- Prometo.- Ela disse, com os olhos levemente úmidos.
-Eu morro de medo da professora Izumi!- Ele sussurrou ao ouvido dela e ela riu. Al tinha escutado também e riu.
- Sério, Ed? Eu também! Ela me dá calafrios... brrrrr...- Al disse, rindo, e Amanda riu também.
- Viu? Eu e o Al também temos medos! É normal! Ei, tive uma ideia!- Ela olhou pra ele curiosa e ele sorriu.
Edward então pegou a lanterna que Al tinha achado e transmutou um apoio para ela em cima da mesa. Depois ligou a lanterna e colocou sobre o apoio, e começou a brincar de fazer imagens nas sombras. Ele ajeitou os dedos de forma que a sombra ficou parecida com um cachorro.
- Au au!- Ed latiu, brincando e imitando um cachorro. Amanda e Al riram.
- Aí está um legítimo cão do exército!- Disse Al. Ed riu com a comparação, e Amanda colocou as mão na frente da luz e ajeitou os dedos de forma que a sombra parecia um coelhinho.
- Flipt flipt flopt flopt, sou o coelhinho da páscoa que vem trazendo muitos ovos de chocolate!- Ed deu um sorriso maroto.
- Ei, me dá aqui esses ovos de chocolate!- Agora o cachorro-sombra de Edward perseguia o coelho-sombra de Amanda.
- Nãão, me deixe em paz! Socorro!- Amanda ria enquanto fazia o coelhinho correr em círculos e foi a vez de Al entrar na brincadeira, e arrumou os dedos de um jeito que a sombra parecia um pombo.
- Segure em mim! Vou te levar voando pra escapar desse cachorro malvado!- Disse Al, brincando e imitando a voz do pombo. Amanda levantou os braços, como se seu coelhinho estivesse sendo levado pelo pombo do Al.
- Aaah, assim não é justo!- Ed disse e depois focou sua atenção nas axilas e costelas expostas de Amanda, que levantava seu coelhinho para o alto. Deu um sorriso maroto.
- Me dá aqui esses ovos, senão eu vou apelar!- Ele disse.
Ele, ainda com as mão em formação de cachorro, cutucou as costelas de Amanda, o que fez ela dar um pulo e parar no colo de Alphonse. Al riu da reação dela. Ela cruzou os braços pra se proteger de um novo ataque, só que infelizmente esse não era o seu único ponto fraco. Al agora começou a fazer cócegas no seu pescoço e ela se encolheu e riu e deixou o seu colo, mas logo ao lado estava Edward pronto para um novo ataque. Ele levantou o braço dela e como ele era mais forte do que ela, ela não tinha como evitar. Começou a fazer cócegas nas suas axilas e costelas e ela tentava de todo o jeito sair, mas era em vão. Al sorriu maliciosamente.
- Ed, será que ela tem pés sensíveis?- Ela arregalou os olhos e suou. Ed notou a expressão dela e riu.
- Pela cara que ela fez quando você tocou no assunto, Al, acho que sim! Mas vamos testar só pra ter certeza.- Al segurou as pernas dela e retirou a sandália, exibindo assim sua sola despida. Então começou a fazer cócegas na sola dos pés dela, e ela começou a chutar e rir desesperadamente, mas Ed também não ficou parado, e começou a delicadamente fazer cócegas no seu pescoço e nas suas costelas. Ela ficou vermelha e começou a rir e a se debater contra o sofá. Ela estava rindo e gritando, pedindo por socorro, sem fôlego, quando finalmente a luz voltou. Eles pararam por um minuto, e ela conseguiu respirar.
- Graças a Deus...- Ela disse, ainda imobilizada pelos dois. Então Ed e Al se entreolharam com um sorriso malicioso.
- Quem disse que acabou pra você?- E voltaram ao seu trabalho, e ela voltou a rir sem parar. Depois de um tempo fazendo cócegas nela, eles resolveram deixá-la ir, e libertaram seus braços e pernas. Ela caiu no colo dos dois, rindo, sem mais forças pra se levantar no momento. Ed riu e ameaçou fazer cócegas de novo, colocando o dedo do lado dela. Ela gargalhou sem ele nem ter tocado nela e empurrou suas mãos. Al achou engraçado e resolveu experimentar ameaçar fazer cócegas nos pés dela novamente, segurando a perna dela. Ela novamente gargalhou sem ele nem ter encostado na sola dos pés dela e puxou a perna de volta. Eles riram da atitude dela.
- Nós podemos te matar de cócegas sem nem encostar em você!- Ed disse e começou a rir. Amanda ainda estava se recuperando da sua tortura impiedosa. Estava aos poucos respirando e voltando ao normal. Ela olhou para os seus dois torturadores e riu.
- E aí? Ainda está com medo?- Perguntou Ed, provocando.
- Só se for medo de vocês me fazerem cócegas de novo!- Amanda disse, e os três riram.
A luz podia ter voltado, mas ainda trovejava bem alto e assustador. Pra dormir iria ser difícil, principalmente para Amanda. Quando ela estava indo para o seu quarto, o maior trovão caiu e fez um barulho enorme e iluminou o céu todo. O pior é que ele tinha caído perto dali, e isso deixou Amanda morrendo de medo. Ed já tinha ido dormir, e ela agora estava completamente sozinha. Tremendo, foi até o seu quarto e pegou o seu travesseiro, e em seguida se dirigiu ao quarto dos meninos. Ela bateu na porta, e Ed disse que podia entrar. Ela abriu a porta, e ao vê-la de pé com um travesseiro na mão, já dava pra adivinhar as suas intenções.
- Você quer dormir aqui com a gente hoje, é?- Disse Ed, no meio de um bocejo. Ela assentiu com a cabeça.
- Por favor, maninho! Só hoje! É que os raios estão tão altos que não estão me deixando dormir! Prometo que não te aborreço mais e...- Ela foi interrompida por Ed.
-Deixa de bobagem, não precisa se explicar. Você só está com medo, não é isso? Vem, deita aqui comigo.- Ele abriu espaço no colchão e levantou as cobertas convidando-a a se deitar. Ela não hesitou nem por um minuto e se aconchegou ao lado de Ed na cama.
- Não precisa fazer cerimônia, pode vir dormir aqui sempre que estiver sem sono.- Disse Al, acariciando a cabeça dela. Ela sorriu e fechou os olhos pra ir dormir.
- Ed, posso te pedir só mais uma coisinha?- Ela disse, relaxada.
- O quê?- Ed disse no meio de um bocejo.
- Me abraça? A mamãe sempre me abraçava quando eu dormia com ela. Por favor!- Ed se surpreendeu, e sua resposta foi seu braço passando por cima dela e abraçando-a calorosamente. Ela tremeu um pouco.
- Brrrr, que braço frio...- Ela disse. Ele tinha abraçado ela com o Auto-mail.
- Quando eu e o Al recuperarmos nossos corpos, eu te abraço de novo e você vai ver que meu braço vai estar quentinho.- Ela sorriu e fechou os olhos novamente, depois adormeceu. Ela se sentia segura e nenhum raio agora iria amedrontá-la.
Com a palavra: A autora.
Espero que você, leitor, goste dessa história. Eu sei que alguns fãs de FMA podem estar torcendo o nariz e pensando "quem ela acha que é para monopolizar os personagens assim?". Eu penso que o que eu faço com os personagens do anime Full Metal Alchemist é muito mais prudente do que gastar meu talento com coisas vulgares como Hentai. Mas eu estou satisfeita com o meu trabalho. Não precisa gostar, se não quiser, mas também sei que muitas pessoas vão gostar e ver que eu tenho talento. Elas são histórias que fazem você refletir mais sobre várias coisas. Pense, reflita, e goste, se quiser.
Beijocas e fui! ;) ♥